Transtorno de humor que não debilita tanto quanto a depressão. A psicoterapia deve priorizar os aspectos positivos da personalidade do paciente.
A distimia é um transtorno do humor. É uma depressão leve e constante. Por isso, os sintomas são quase os mesmos da depressão: tristeza prolongada, alterações de sono e apetite, falta de energia, sentimento de falta de esperança, baixa auto-estima e dificuldade em tomar decisões.
A pessoa não tem vontade de sair de casa e não tem mais prazer ou interesse por quase nada. Apesar de estimulada, não consegue controlar seu desejo de permanecer no conforto do lar, sem a presença de outros, sequer de contato telefônico. Outro sintoma que aparece com freqüência é a irritabilidade, perde a paciência por nada.
Para que se chegue a este diagnóstico, é necessário que os sintomas da distimia estejam presentes por dois anos ininterruptos. Além disso, é preciso que se descarte a hipótese de se tratar de uma depressão em si (depressão maior), bem como excluir a possibilidade de estar havendo uma fase de exaltação do humor, como ocorre na síndrome bipolar: mania ou hipomania.
A pessoa que sofre de distimia raramente procura ajuda; afinal, vive quase que normalmente. Às vezes, tem a doença desde a infância e adolescência; assim, pensa que seu estado de humor se deve à sua natureza, à sua personalidade.
O tratamento medicamentoso segue na linha dos anti-depressivos. A psicoterapia oferece ótimos resultados. Num primeiro momento, o foco da psicoterapia não deve ser a doença, mas sim os aspectos saudáveis da pessoa. Ela precisa voltar ou começar a acreditar em si e conseguir enxergar os resultados positivos de suas iniciativas. Quando capaz de ver estes resultados, reinicia sua jornada cada vez mais na direção da saúde.
Sylvia Sabbato
