Transtorno de ansiedade com pensamentos indesejados (obsessão) e rituais compensadores (compulsão). Tratamento psiquiátrico e psicológico são necessários.
“Será que deixei a porta aberta? Vou voltar pra checar. Aliás, a partir de agora, vou dar sempre duas voltas na chave e fazer isto três vezes. Assim, sei, com certeza, que está fechada.”
Se você já teve pensamentos e atitudes neste sentido, saberá exatamente como funciona o mecanismo de quem tem o transtorno obsessivo compulsivo. A grande diferença está na intensidade.
Quando a pessoa tem estes pensamentos e atitudes constantemente, de forma que afete seu cotidiano, impedindo ou dificultando suas atividades diárias, sofre desta doença.
O transtorno obsessivo compulsivo, por gerar alto nível de tensão, é caracterizado como um transtorno de ansiedade. Como visto, é composto por obsessão e compulsão.
A obsessão se volta a pensamentos incontroláveis e, na maioria das vezes, muito desagradáveis, que vão contra a natureza de quem os tem. Uma pessoa muito religiosa, por exemplo, não consegue evitar que surjam pensamentos pecaminosos. Um pacifista por excelência, passa a ter pensamentos insistentes de matar alguém.
A compulsão, por outro lado, refere-se a atitudes. A fim de que a pessoa se livre de pensamentos desagradáveis e incontroláveis, ela começa a desenvolver hábitos e atitudes quando os pensamentos aparecem. As atitudes são repetitivas e seguem uma ordem, logo se tornando rituais.
No transtorno obsessivo compulsivo, a pessoa tem plena consciência de que está agindo de forma estranha, mas não consegue controlar nem o pensamento, nem as compulsões. Isto gera um nível de ansiedade muito grande, além da vergonha em contar a alguém o que está passando.
A obsessão e a compulsão não necessariamente caminham juntas. Pode haver o predomínio de uma ou de outra.
O diagnóstico certeiro é feito sempre por um psiquiatra e há necessidade de uso de medicamento. A psicoterapia é um grande socorro, pois mergulha fundo na fonte dos pensamentos obsessivos e nas compulsões com todos os seus rituais. Dessa forma, auxilia não só para aliviar a ansiedade, mas para a remissão da doença em si.
Sylvia Sabbato